SETÚBAL
Entre o cais e o mar
Há um lugar onde a terra acaba e o trabalho continua. Neste primeiro ensaio, seguimos o ritmo do porto: as redes, as mãos, os barcos que partem e regressam.
Deixamos que as imagens contem o que raramente se diz.
O porto
Cascos lado a lado, mastros que se cruzam, gaivotas suspensas no ar.
O porto é uma multidão serena, e cada barco sabe o seu lugar.
As mãos
De perto, a rede é quase renda. A agulha passa, o nó aperta, o fio volta a ser inteiro. É um ofício que se aprende devagar e depois se faz de cor.